As feiras tecnológicas setoriais servem para exibir os efeitos diretos e colaterais da “…aplicação das tendências sobre antigos conceitos de ´fazer objectos e, desses factos, estabelecer diálogos científicos e utilitários na arte e na indústria, pois, entenda-se…, uma máquina e/ou serviço significa o progresso em determinada época, mas logo surgem outras gerações com habilidades que dão àqueles conceitos outras tendências de abrangência técnica e comercial…”, explicava o jornalista cultural e poeta J. C. Macedo em panflo mimeografado (Guimarães e Famalicão / Portugal, 1982).
E a verdade é que, e por ex., na grande e autoexplicativa Febratex (Blumenau/Brasil, 2026), mais uma vez a nova geração de tecnologias para o segmento têxtil, incluído na amplidão da Comunicação Visual (estamparia, moda, publicidade, etc.) veio dizer-nos que o conceito científico-tecnológico o é na sua origem uma história, mas que gera outas histórias sob a aplicação de novas tendências operacionais, hoje, mais ´digitais´ que ´manuais´ (analógicas) e ainda com o poder da I.A. (inteligência artificial) como eixo facilitador a garantir mais qualidade e segurança enquanto oferta espaço para o lazer e o estudo.
Pir isso é que mitos como “ah, aquela estampa do rodo acabou, os parâmetros operacionais gráficos mudaram e as máquinas vão acabar, como acabou a maria-fumaça”, e por aí vai, é tudo uma bobagem: saiba-se, então, que a tecnologia de base é a mesma, alteram-se os modos operacionais, mas o que é têxtil continua têxtil, e o que é gráfico, idem. Ora, a maria-fumaça se foi, é certo, mas a tecnologia em si continua a marcar o passo da evolução industrial em outros trilhos, entre fios e tecidos e tintas e fibras!
João Barcellos c/ um abç instagramado


