Go Tex Show

do sucesso dos chineses
à anatomia política e econômica
que urge na indústria têxtil brasileira

Existe algo muito errado na indústria têxtil do Brasil... É preciso que o bisturi da realidade política e econômica abra o corpo que grita por espaço para que ele mesmo verifique o que é e como quer viver.
Vem isto a propósito do evento Go Tex Show promovido por entidades da China, entre 23 e 25 de outubro, em São Paulo, com realização logística do Grupo FCem, que aposta no intercâmbio profissional contando com o apoio de várias entidades brasileiras do segmento têxtil e vestuário.
Ora, na abertura do evento, entidades que se lhe opõem promoveram uma manifestação pública, entretanto, não deixaram de observar que o apoio do governo brasileiro é pífio e que nem os congressistas afins conseguem projetar instrumentos que liberem o setor da camisa de forças tributária. Eis aqui o busílis da questão: não é contra os empreendedores da China que o setor têxtil do Brasil tem que batalhar, mas buscar formas políticas (e sindicais) de limitar a avidez governamental no âmbito das importações e, então, estabelecer critérios jurídicos e tributários que equilibrem a balança econômica no eixo Importação & Exportação.
É o que o bisturi deixa à mostra logo no primeiro corte feito no corpo do eterno paciente econômico chamado Indústria Têxtil Brasileira. E nesta anatomia, ainda precária, ainda insuficiente, quaisquer profissionais têxteis verificam o seguinte: 1- parte do ramo já é gerenciado por conglomerados estrangeiros; 2- outra parte está em petição de falência por nunca ter investido em si mesma; 3- e, outra, soube acatar as mudanças da modernidade e profissionalizou a própria administração continuando, em muitos casos, nas mãos de famílias tradicionais nesta indústria. No meio deste mapa estão zonas de empresários que se mostram com capacidade de negociar e de investir [sudeste e norte-nordeste] na conquista de um espaço próprio no mundo global, apesar da pouca atenção que recebem do governo; portanto, no mapa geral que é o corpo ferido da Indústria Têxtil Brasileira, a anatomia demonstra que existe um esforço político e econômico [as feiras setoriais do Grupo FCem e os congressos técnicos por ela promovidos com a Associação Brasileira de Técnicos Têxteis são um barômetro que corrobora o corte do bisturi] para integrar o ramo brasileiro no conceito global de gerenciamento de criação, produção e de investimento, sem a perda da nacionalidade. Ora, a China está no mundo sem perder a sua autonomia de ser-estar China: então, por que o Brasil não pode fazer o mesmo? Pode. É que o Brasil precisa aprender a ser Brasil...
O sucesso empresarial e econômico do evento Go Tex Show é um desafio positivo. É certo que “os têxteis”, em geral e pelo mundo, vivem problemas econômicos, mas existem segmentos dentro do ramo que criam e produzem [espanhóis, portugueses, italianos, mexicanos, etc.] e fazem como os chineses: vão ao mundo e mostram as suas competências. Falta a parte do ramo têxtil brasileiro enfrentar o mundo e mostrar, demonstrando!, que o Brasil Têxtil existe...

João Barcellos

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