Processo 3d

No meio acadêmico: “Manufatura Aditiva”

Homenageando a um professor que o é de fato:
Engº Pedro Fabiano

 

Eng. Pedro Fabiano

 

“Olhem, é um modelo tridimensional…”, escutava-se em 2014 em algumas feiras a exibirem o início da chamada Indústria 4.0, que despontava.

   Na verdade, o conceito é velho, mas remoçado a cada nova era industrial – a saber: 1- trata-se de manufatura aditiva; 2- é a produção de objetos pela impressão de geometrias mais elaboradas a imitar a modelagem de ceramista ou de escultor(a); 3- o processo é denominado mais popularmente como Impressão 3D e incorpora o moderno e híbrido e flexível maquinário eletroeletrônico [plotters] servido por plataformas [hardware] e por programas [software] desenhados para tal fim industrial.

Agora, em 2018, continuamos a escutar aquele “Olhem, é um modelo tridimensional…”, porque tudo se altera não a cada era, mas a cada dia no universo industrial que recebe as novidades científicas.

Lá em 1984 o estadunidense Charles Hull criou a primeira fase da Impressão 3D, que evoluiu lentamente até ao que hoje é uma indústria própria e colaborativa.

Existem dois tipos de manufatura [fabricação], a subtrativa, que é manual/artística ou mecânica através de fresadoras, e a aditiva, que é o processo industrial em que a peça é construída camada a camada de resina, logo solidificada [curada] por raio ultravioleta. O tipo impressão aditiva é denominado Estereolitografa [Stereo Lithography Apparatus – SLA] por permitir a construção de objetos com alta precisão de detalhes e otimização em finalização superficial.

O que é tudo isto? Modelagem. Prototipagem de conceitos que vão gerar matrizes para comercialização de objetos, logo, quiçá, outras tendências.

Vem isto a propósito do amigo, professor universitário e engenheiro (ah, e poeta e cronista…), Pedro Fabiano, cuja experiência na indústria de mecânica e, hoje, de robotização, é a de um apaixonado pela ciência e tecnologia. Bom para alunos e alunas que o têm à mão…

Pedro Fabiano enviou-me, porque não é um intelectual de guardar ´coisas´ na gaveta, notícias acerca Indústria 4.0, da qual faz parte a Impressão 3D, e da Robótica multidisciplinar. Por isso, aproveitei a ´dica´ para enumerar em breve artigo a questão relacionada à Impressão 3d.

Esta tecnologia incorpora o que de último ´grito´ saiu dos laboratórios científicos em meio à necessidade de novos produtos (já se faz fio plástico dos gases de CO2 para tecido têxtil, na Alemanha…), sendo que também o polímero a aplicar na modelagem tridimensional aditiva será em breve uma resina termoplástica oriunda de gases industriais, e reciclável, gases que antes se perdiam asfixiando a terra e a humanidade.

Minha gente, boa diversão. Para mais informações consultem o notável Pedro Fabiano, que entre um poema e uma crônica vos dará uma mãozinha…  _ João Barcellos