Decorar, revestindo…

   Raspar a tinta meio detonada da moto, do carro ou do barco, hum!, por que não fazer o mesmo que a decoração de interiores nos ensina? Limpar e revestir. Eis o pulo do gato. Ou da gata. A nanotecnologia aplicada a à confecção de substratos inteligentes permite-nos operar com vinis adesivos cada vez mais flexíveis e removíveis no revestimento de paredes e de metais. Por isso, assim como um espaço pode ter o ambiente renovado de tempos em tempos, também um veículo pode retratar os humores e os amores de alguém. Aliás, diga-se, algumas pessoas e em várias partes do mundo foram mais longe: os veículos passaram a ser uma extensão do ambiente do lar, ou da corporação.

   E é verdade, pois, isto é “a comunicação visual na sua mais profunda motivação psicológica” [Joana d´Almeida y Piñon, Profª de Física, in “Lições Sobre Expressão Visual Com Conteúdos Tecnológicos”; aulas-palestras. Houston/USA, 2017], para nos dizer de uma pessoa ou de uma instituição.

Hoje, temos à disposição “…papeis, tecidos e autoadesivos que favorecem a engenharia de ambientes no que à decoração diz respeito, o que permite arquitetar um ambiente renovável com material que não agride o próprio meio – mais: que incentiva a criatividade artística na aplicação de material industrializado” [João Barcellos, escritor, in “Criação de Ambientes Renováveis”; palestra. Barueri/SP, 2018]. E se “o interior de uma casa, de um escritório, pode ser visualizado enquanto mobilidade de expressão para o bem-estar” [idem], tudo o que envolve decoração passa, agora, por aquela filosofia da “tecnologia adequadamente aplicada sob o espírito do humanismo crítico, i.e., para o bem das pessoas” [ibidem]. Nada mais correto, nada mais humano.

   No caso do Brasil, várias empresas nacionais investem em substratos para revestimento decorativo e a aproximar pessoas e corporações do ambiente que incentiva a criatividade. São empresas como a Plavitec e a Alltak, entre outras, que além de reinventarem matéria-prima nativa ainda buscam o que de melhor existe no estrangeiro para incorporarem aos seus produtos. Resultado? Complexos industriais próprios sob uma filosofia de inovação em processos que incentivam o consumo consciente.

Hoje, quando se fala em revestimento para decorar, eis que o Brasil não é mais e somente o quintal das corporações transnacionais, o mercadinho…, não, o Brasil é uma nação com empresários que ousam ser brasileiros pelo que produzem!

 

Obs.: Artigo escrito entre conversas do editor/historiador João Barcellos nas feiras ExpoPrint, Serigrafia-Sign FutureTEXTIL e Febratex, 2018.