ADESIVAÇÃO & COMUNICAÇÃO

arte visual expressando sentimentos

Sabemos que “a humanidade produz tecnologias e por elas uma engenharia multidisciplinar que nos permite dizer de uma pessoa ou de uma comunidade…”, ensina a professora de artes gráficas Carlota M. Moreyra [Set., 2016; Paris/Fr.], e é assim mesmo, e por isso é que o surgimento do autoadesivo no mercado industrial de etiquetas/rótulos, primeiro, e de decoração de objetos e espaços, segundo, tornou-se um segmento de grande expressão visual.

“Decorar um objeto é oferecer a quem o faz e a quem o vai ver uma dimensão artística”, dizia o meu avô ceramista e professor João Macedo Correia [Barcelos/Pt., 1972]; em tal perspectiva é que se pode, hoje, ler com clareza a intensidade e a profundidade artística que envolve a indústria da comunicação visual e, neste particular, o segmento do autoadesivo.

   Impresso manualmente, ou por serigrafia e plotagem [impressão digital], o autadesivo transforma ambientes e objetos e até os personaliza, logo, é material que permite uma amplitude grande de atividades, direta e indiretamente, e sustenta milhares de oficinas de comunicadores visuais.

“Visualizar um objeto ou um espaço autoadesivado é perceber que a comunicação visual é moda na mais pura essência…”, disse eu recentemente em palestra [Embu das Artes / SP-Br., Abril, 2018]. Ao abordar este tema lembrei-me de conversas com Almir Bifulco [fundador da Imprimax], Cláudio Colello [fundador da Aplike] e Marcelo Suss [diretor da AllTak], conversas que me inspiraram alguns editoriais acerca do assunto e são, ainda hoje, fontes para palestras, porque “o autoadesivo expressa sentimentos quando serve de suporte para decoração” [idem].

João Barcellos

 

Imagens: objetos decorados com autoadesivo AllTak