Indústria 4.0

“Ora, erro de cálculo? Eu não, foi o robô…!”

As tecnologias de automação e o intercâmbio de dados computadorizados (sistemas ciber-físicos, incluindo ´nuvem´ e ´web das coisas´) possibilitaram uma espécie de cópia virtual no campo da geração de produtos e serviços industrializados. Esta e já histórica Revolução Industrial Alemã foi nomeada de Indústria 4.0 por incorporar estudos e reciclagens de outros eventos da sociedade humana e embasando a arquitetura definitiva da Fábrica Inteligente.

O que temos aqui? Plataformas eletromecânicas sob comando de dados informatizados segundo o desenho do trabalho humano, mas que dispensam a presença maciça de pessoas, i.e., a pessoa pressiona o botão de um comando geral, mesmo que descentralizado, e pronto, a máquina produz o que antes era operação manual de fiadores, estampadores, soldadores, etc. e etc., conceito que já está a bater também na porta da casa de um(a) de nós. Eis o resultado da evolução das Tecnologias de Informação e Comunicação, as TIC´s, no que à revolução industrial diz respeito.

“O que agora denominamos Indústria 4.0 não é mais que a junção de parâmetros em sistemas de engenharia que embasam o nosso dia a dia e, inclusive, a segurança nacional em complexidade global(izada), ou seja, a robotização das linhas de produção exige que cada nação atue segundo a sua raiz sociocultural embasando as TIC´s com uma filosofia de solidariedade, que os robôs não têm e só lhes pode ser artificialmente levada, o que equivale a dizer o mesmo para a sociedade humana no seu todo…, pois, a Indústria 4.0 está no vestuário, no calçado, no transporte público e privado, na energia eólica, solar, etc., na segurança nacional e mesmo no processamento de alimentos!” [João Barcellos, palestra).

Do histórico desta revolução sabemos o seguinte: a) em finais de 2012 o Governo alemão criou o Grupo de Trabalho na Indústria, coordenado por Siegfried Dais (da Robert Bosch GmbH) e Henning Kagermann (da German Academy of Science and Engineering); b) o grupo deu a conhecer o relatório conclusivo dos estudos, em 2013, na Hannover Messe, quando mencionaram o termo “Indústria 4.0”.

Doravante, e quando algum inconveniente ´digital´ surgir nas linhas de produção vamos escutar a pessoa de comando dizer “Ora, erro de cálculo? Eu não, foi o robô…”.

 

Notas: 1- ´Messe´ (encontro, feira); 2- ´GmnH´ (Gesellschaft mit beschränkter Haftung), ou, sociedade de responsabilidade limitada; 3- Sinopse da palestra “Segurança Nacional & Novas Tecnologias”, de João Barcellos, autor do livro “Ordem & Sociedade” (4ª Ediç, esgotada).