Palavra do Editor

Ano Novo

O que esperar?

 

Sim, temos presidente, temos senadores e temos deputados. É a notícia do ano velho na véspera do ano novo.
Entretanto, sabemos que só com a pluralidade política e o pensamento no Brasil haverá soluções de médio-prazo para os gravíssimos problemas gerados por anos e anos de fúria centralista na condução do Governo federal.

A falta de autoridade (não falo do autoritarismo coronelístico) das instituições de segurança pública diante do crime organizado – na política e no narcotráfico – estabeleceu na sociedade o perigoso sentimento “nada acontece: a bandidagem faz o que quer e nós, que pagamos impostos, eis nos isolados”. Também, no meio empresarial as incertezas da administração pública (municipal, estadual e federal) travaram investimentos, projetos industriais, e até experiências cientifico-tecnológicas deixando o Brasil à mercê do ´importado´. As empresas nacionais cujo parque operacional lhes garantiu sobreviver tiveram grande impacto social com a redução de capital e de mão-de-obra, e na maioria dos casos, o pacto federativo nem delas tomou conhecimento…

Raramente lembramos o ano velho, e este 2018 vai ser, se possível, apagado da memória de muitas pessoas, que querem em 2019 um ano novo pela demanda de um progresso há muitos anos travado!
O que se espera? Que brasileiras e brasileiros entendam a importância da pluralidade política, no social e no profissional, porque sem unidade nacional nenhum país se liberta das amarras do atraso. E assim, que venha 2019, o ano novo!

BARCELLOS, João
Escritor, Pesquisador de História, Conferencista