Palavra do Editor

Logística Brasileira

a opção pela destruição

 

Na perspectiva da mudança da Capital carioca para um deserto no meio do território da nação continental, o Brasil político optou por abrir rodovias e destruir as ferrovias. Começou aí o tormento logístico: o que a ferrovia levava de norte a sul, leste a oeste, os caminhões não fazem com a mesma eficiência, além de entupirem as vias e poluírem. Pior: criou-se nas categorias de caminhoneiros uma força sindical-mafiosa que serve a si própria em políticas obscuras cujo lucro financeiro é dos patrões sem escrúpulos ficando quem trabalha [eles, os caminhoneiros] com o prejuízo social.
 

 

Com o evento realizado pelos caminhoneiros nos últimos dias de maio de 2018, verificou-se que o Brasil é refém socioeconômico de algumas máfias empresariais que chefiam milhares e milhares de caminhoneiros, e, estes, servem de massa de manobra para políticas obscuras em meio a algumas reivindicações justas.
A construção de Brasília abrigou o primeiro grande núcleo de empresários corruptores e a primeira grande opção errada em logística.
Hoje, a corrupção mega-empresarial está sob combate judicial e social, mas a logística rodoviária continua a obstruir o progresso que a ´maria-fumaça´ sempre ´apitou´ e é patente nas nações desenvolvidas

 

BARCELLOS, João
Escritor, Pesquisador de História, Conferencista