Palavra do Editor

A Arte da Política e o Modo de Ser-Estar no Empresariado

 

Em Torno da Eleição Presidencial de JAIR BOLSONARO

 

 

 

 

 

 

A esquerda marxista-leninista (m-l) sempre contrariou a elite capitalista, ou direita: ´governar não é difícil´. Entretanto, todas as tentativas de governança feitas pelo grupos m-l´s no poder fracassaram ou descambaram em alianças pouco republicanas com a elite da direita capitalista.

Fazer parte do empresariado não é uma bandeira ideológica, e sim socioeconômica, porque cabe às forças produtivas a sustentação da sociedade; por isso, quando o debate político cai para os extremos direita-esquerda quem perde é a sociedade como um todo.

O que é preciso? Conhecer a história da sociedade, de comunidade em comunidade, e daí partir para projetos multidisciplinares e civilizatórios com o fim de criar o bem-estar populacional no campo e na cidade. No momento em que uma sociedade é levada a romper com as suas tradições para adotar conceitos de poder que lhe ferem a identidade social e religiosa, conceitos abstratos de doutrinação, essa sociedade fica politicamente ilhada, muitas vezes desagregada (como aconteceu na China, de Mao, na Cuba, de Fidel, na URSS, de Lenin, etc.), algo que foi tentado no Brasil (Luís Carlos Prestes e Lula) em momentos diferentes e não deu certo. Até Getúlio Vargas tentou ser o fascista ideal (o poder absoluto) e se deu muito mal acabando com a própria vida.

A solução é uma democracia representativa que permita a alternância dos diversos segmentos ideológicos no poder, à direita e à esquerda. E então, ser e estar empresariado em situação de
tentativas de ruptura institucional é ter o cuidado de não se doutrinar à esquerda ou à direita, porque o caminho político é socioeconômico, i.e., produzir os bens necessários para o todo social. As opções ideológicas devem ser individuais, nunca corporativas. A questão última é:
a) não permitir o aparelhamento ideológico do Estado, e
b) ter com a força militar um alinhamento de respeito institucional.
E é, para o empresariado, o quanto basta.

E agora, em 28 de Outubro de 2018, o Povo brasileiro elegeu Jair Bolsonaro para a Presidência da República considerando não a retórica de caserna, mas a promessa de soluções para a Economia e a Segurança, além do desaparelhamento partidário das instituições
(Estado, Judiciário e Universidades) públicas.

Espera-se um Governo Bolsonaro dirigido à Nação que alimenta o mundo…

BARCELLOS, João
Escritor, Pesquisador de História, Conferencista