Palavra do Editor

O QUE VEM POR AÍ…

“Nada é feito sem ter a
esperança do amanhã, porque
o amanhã é feito no presente
que somos e idealizamos”.

A cada ano que passa – e parte de nós, que ora adentra 2020, já acendeu velas para um século e um milênio, sim… – eis nos a dizer do futuro que percebemos no instante em que a rolha da garrafa de champagne estoura por alegria e esperança.

Nas últimas peças filosóficas que escrevi falo do Todo em humanismo crítico entre goles de Porto, sim, por um virtuosismo que é mais esperança do que certeza – certeza que não temos, apenas ela, a esperança!

Certa vez, em Guimarães, na cidade lusa onde nasceu Portugal, escutei do filósofo Manuel Reis o mesmo conceito que Agostinho da Silva ´atirou´ em mim, em Lisboa: “Nada é feito sem ter a esperança do amanhã, porque o amanhã é feito no presente que somos e idealizamos”.

Vivemos um Brasil que é um ´celeiro da humanidade na sua telúrica essência sob o cosmo´, como costumo sinalizar para a gente mais jovem, porque o que vem por aí pode ser tudo ou nada, uma vez que o niilismo adentrou a Política, em geral, de modo selvagem para assegurar ímpetos de mando absoluto com a capa da religiosidade sem Fé, o que afeta a Sociedade e a Economia.

E o Brasil é um espelho das amarras a um passado nada republicano por causa da memória mental de um processo colonial que, agora, precisa ser exorcizado pelas novas gerações no encontro com a realidade geossocial e política, pois, o chão-de-fábrica ainda é um espaço, mas já agora a dividir espaço-tempo com a desmaterialização do produto e uma robótica cada vez mais ousada. Por isso, o que vem por aí depende muito do dinamismo socioeducacional, empreendedor e político da geração que já está à nossa frente…

Eh, durmam e acordem com este barulho filosófico…, que é bom para refletir!

BARCELLOS, João  | Escritor, Pesquisador de História e Conferencista.