Palavra do Editor

Mudam-se os Tempos…

Os antigos gregos e babilônios já [nos] ensinavam
que os tempos são ´espécies´ mutáveis, i.e., que
para cada circunstância humana existe uma
cultura própria; e, mais tarde, os portugueses
reaprenderam que com os tempos mudam-se as
vontades e decidiram mudar o espaço humano.

o mapa de Fra Mauro, que permitiu ao rei João II gizar o Plano da Índia; ao lado, o Robô

E assim, da bússola e da vela no ato caraveleiro,
que expôs o Novo Mundo com base na
cartografia de Fra Mauro, eis-nos a fabricar
maquinário nanotecnológico para espelharmos na
robótica o desejo de irmos mais além, quiçá, sem
sair da oficina de fundo de quintal…

Tenho acompanhado de perto a evolução da robótica no aprendizado acadêmico e industrial do professor e engenheiro brasileiro Pedro Fabiano, também em artigos especializados em diversas línguas, mas o amigo e mestre dos rincões industriais do ABC paulista é como o filósofo Manuel Reis, sempre na demanda daquele ´algo´ que pode fazer a Pessoa humana ir além de si mesma sem prejudicar a sua essência. E nestes tempos de mudança vertiginosa no entorno da robótica e da nanotecnologia urge uma atenção maior à capacitação filosófica nos cursos acadêmico-tecnológicos, aliás, recado expresso do filósofo luso no seu livro “Big Brother…Em Ascensão”.
Entre o Saber humano e a Tecnologia por ele inventada e comandada deve existir um compromisso ético que compreenda necessariamente a preservação da própria espécie.

BARCELLOS, João
Escritor, Pesquisador de História, Conferencista