Estampar

Estamparia

Estampar, criar moda, dar visualidade a uma ideia, reproduzir um milhão de vezes uma imagem para massificar uma identidade corporativa, ou social.
A estampa pode ser um produto gráfico-têxtil ou somente têxtil, ou somente gráfico, depende das plataformas técnicas utilizadas para a aplicação do processo. Hoje, o conjunto gráfico-têxtil está em plataformas computadorizadas que permitem a junção dessas artes milenárias; e, mesmo processos da velha guarda, como a serigrafia (que haviam sido anunciados ´extintos´), absorvem as novas tecnologias e enfrentam a era digital lançando produtos e renovando parâmetros operacionais. É, também, o caso da termotransferência (transfer): o ramo continua de vento pela popa, no tradicional e no digital, sendo aqui (o digital), a base do têxtil digital.
“[…] E quando se fala de gráfico-têxtil, fala-se da base de tudo, do desenho ao texto e da composição texto-imagem para estamparia propriamente gráfica ou adequada aos parâmetros têxteis e serigráficos para produtos em linha ou personalizados” [MACEDO, J. C. – in “Dos Gráficos Aos Têxteis: Mundos De Aplicação Tecnológica & Artística”; palestra. Guimarães-Portugal, 1983].
Assim, a estampa é um produto artístico na origem do motivo a ser decorado (desenho, fotografia e/ou letras) sob vários processos tecnológicos de aplicação de tintas formuladas para os mesmos.
O que conhecemos como serigrafia (do inglês silk-screen) é um processo de transferência de imagens para objetos (tecido, madeira, papel, etc.), um processo que se destaca pela durabilidade e a impressão de grandes quantidades sem perder a qualidade técnica. Pode ser aplicada com uma matriz (em uma só cor) ou no sistema quadricromia (4 cores /4 matrizes). E é raro o objeto que não pode ser serigrafado…
No ramo da termotransferência (popularmente conhecido por transfer), utiliza-se um papel especial (na verdade o papel é o transfer propriamente dito); é impressa uma imagem no papel através de impressora jato de tinta (inkjet) e, sob calor e pressão em prensa térmica, essa imagem é transferida ao objeto. Este tipo de operação não permite uma linha de estampas em grande quantidade.
E do mesmo conceito transfer surgiu nos têxteis a estampa por sublimação. O que é isto? Um sólido passa a ser gás ou vapor sem passar pelo estado líquido. A estampa sublimática, utilizada para decorar material sintético, comumente o construído com polyester, ou preparado (resinado) para tal, tem alta resistência. O conceito transfer (a plataforma técnica é a mesma, sempre) passou a incorporar a plotagem (plotter, do inglês q.s. desenho plano, na adaptação aos gráficos e têxteis) e, hoje, temos impressoras e tintas para sublimação nanotecnologicamente adequadas que consolidam o têxtil digital.
Quando se diz que “…a imagem ou o texto, levados à estampa, passam a ser comunicação visual” (BARCELLOS, João – in “Comunicação Visual: Um Mercado Com Vários Segmentos”; palestra. Rio de Janeiro, 2016), mostra-se o espectro artístico que envolve a estampa na sua amplitude industrial e mercantil.

Imagens: Sefar, Red Star, Polytex, Prof. Alexandre Ferreira, Brisk, Embaplan, d-gen / J-Teck e Mogk.