Inteligência Artificial

Inteligência Artificial

Uma Análise do G. D. Noética
Participantes: Rosemary O´Connor,
Fê Marques, Tereza Nuñez e Mário G. de Castro
Fev., 2018

“Tudo o que é máquina de produção
ou de transporte será um dia um programa
de computador acionado por qualquer
pessoa; e, todas as pessoas terão uma vida
mais saudável, como já anteviu
Nicola Tesla, o mago da ciência do hoje.”

J. C. Macedo – in “Amanhã, a Vida com Cheiro de Vida”,
palestra. Lisboa, 1983.

A entrevista concedida pelo jornalista cultural e tecnólogo João Barcellos, ao Xornal Tecnico e Académico, de Vigo (Galícia), e inserida na edição 122 da Revista I&C (Brasil), assim como a Aula Magna na FASB, suscitou uma série de conversas entre grupos de intelectuais e técnicos ligados ao Grupo de Debates Noética. Dessa manifestação, eis o resumo…
Estamos frente a uma “era de tecnologias cuja ciência é mais antiga do que parece, mas, uma ciência que fala do amanhã a cada novo invento”, como explicou Barcellos. Esse amanhã já surgiu na complexidade tecnológica da Antícítera, o computador analógico da Grécia antiga, um dos inventos que fez Tesla avançar muito a ciência moderna. E o que temos, hoje? Uma linha de montagem de programas de Inteligência Artificial (I.A.) que robotiza funções utilitárias no dia a dia, entre o transporte e a comunicação passando pela produção de bens. Na verdade, funções robotizadas como as apresentadas na Anticítera, mas sem a I.A. de hoje.
Até os “cartões magnéticos, ou chip, para pagamento ou recebimento, serão trocados em breve por telas de toque em pulseiras de comunicação digital” (idem), pulseiras e braceletes que já estão em aplicação entre esportistas e profissionais da medicina.
“Entre gráficos e têxteis”, e Barcellos exemplifica, “a evolução das ferramentas robotizadas já está gerando novos comportamentos, porque os campos operacionais serão apenas finalizadores de conceitos traduzidos por especialistas em comunicação visual e documentos: o mesmo processo de engenharia robotizada é aplicado em frentes diversas, seja a confecção de roupa, de livros ou de máquinas”.
O que somos, hoje? Uma “…raça entre conceitos primários de vivência sob aplicações científicas em processos de engenharia ultramodernos que, aos poucos, tem nos robôs digitalizados a mão de obra especializada que abre espaços para uma vida mais sadia, mais vivida com a natureza” [Barcellos, in “Da Engenharia Como Eixo do Progresso Social”; Aula Magna, Faculdade Santo São Bernardo / SP, Brasil, Fev., 2018]. Tanto a entrevista como a Aula Magna, do nosso amigo e mestre Barcellos, mostram como o hoje é a usina do amanhã: uma estampa em camiseta será produzida tão logo seja idealizada e segundo os dados biométricos já gravados no perfil da pessoa. Ou seja: “cada pessoa transporta um chip de identificação que lhe permite acionar qualquer tipo de ação utilitária, ou profissional, sendo o pensamento a chave codificada” (ibidem), sendo que no campo das profissões elas serão poucas e só para especialistas.
Em vários livros, o filósofo português Manuel Reis vem recomendado uma aproximação de humanismo crítico às novas tecnologias no sentido de melhorar a vida das pessoas, e disso João Barcellos faz eco nas suas ações editoriais e educacionais, por isso, cada palestra é uma aula magna que o Grupo de Debates Noética tem o prazer de levar aos quatro cantos do mundo humano.

 

Obs. Editorial: Imagens pinçadas da Web s/ restrição autoral.
Grupo de Debates NOÉTICA _ Substituiu o Grupo Granja, em 2006, e desde então, sob coordenação de João Barcellos (Brasil) e Manuel Reis (Portugal), produziu 21 livros para as coletâneas Debates Paralelos e Palavras Essenciais no âmbito de uma parceria com a editora Edicon (Brasil) e o Centro de Estudos do Humanismo Crítico (Portugal & América Latina). _ [www.noetica.com.br / noetica@uol.com.br]

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