Chão-de-Fábrica MULTIFUNCIONAL

Usinagem

   Em um estágio com engenheiros holandeses da Philips e suíços da Brown Boveri escutei: “A máquina não é apenas a máquina, é um todo funcional e nós, da Engenharia, pensamos por ela” [João Barcellos – in “Motores e Máquinas e Peças”, palestra. Santo Tirso, Portugal, 1971]. Dois anos depois, em Amesterdã, capital da Holanda e sede da Philips, voltei a escutar o conceito a propósito de máquinas-projetoras de filmes.

   Não é fácil encontrar tal conceito entre fabricantes de máquinas e nem toda a classe da Engenharia persegue a autonomia funcional.

   Já visitei centenas de empresas em vários países e conto pelos dedos as fabricantes de máquinas que se preocupam com “o mundo que existe além da máquina” [idem].

   Em recente feira de maquinário, a empresas Mogk, catarinense de Blumenau, fabricante de máquinas para estamparia e vidraçaria, expôs um painel que me chamou a atenção: foi a primeira vez que vi uma empresa brasileira, neste ramo têxtil-serigráfico, fazer isso. Um painel? E daí? Ora, o painel continha exemplares de peças necessárias à reposição necessária para o bom funcionamento das máquinas produzidas pela Mogk.

   E lembrei as conversas-aulas dos engenheiros da Philips e da Brawn Boveri a propósito da funcionalidade.

   Eu já tinha visitado por duas vezes a Mogk e observado a excelência industrial do seu chão-de-fábrica, a sua engenharia funcional, mesmo em feiras tecnológicas como a Febratex, mas aquele painel como que arremessou o meu pensamento para a realidade do chão-de-fábrica.

   Eu aprendi que “uma máquina tem a alma de quem a produz” aos desbobinar e bobinar motores, ou projetar e fazer indutores, ajudando o meu pai, entre os meus 12 e 14 anos, com aquela régua de cálculo de bolso. Lembram?…

   A verdade é que “uma Máquina só o é quando a sua massa estrutural corresponde à multifuncionalidade que dela se espera em produtividade, logo, a carga de peças para reposição e, ou, opção extensiva, é parte do processo de uma Engenharia de excelência que visa custo-benefício e segurança” [J. C. Macedo – in “Engenharia & Conceito Objetual”, palestra. Niteró/RJ-Brasil, 1989].

   E porque teria de tomar um exemplo para esta pauta editorial aquele painel da Mogk veio a calhar…  | João Barcellos, 2019

Mais Que Uma Logomarca
No Meio Da Estamparia Digital

   Com o respaldo de duas décadas de atividade pioneira no meio da Estamparia Digital, a empresa FABRIJET surge com um compromisso: atender clientes onde quer que estejam com a mesma qualidade tecnológica e social.

   A logomarca exibe as cores Cyan, Magenta, Yellow e Black _ CMYK, por isso o belo e luxurioso falcão graficamente estilizado é o símbolo das cores e do desempenho otimizado pelo seu olhar de realidade expandida sobre os objetos.

   A logomarca FABRIJET vai além de uma arte gráfica, porque ela já define padrões empresariais: precisão em produtos e sabedoria em atender clientela tecnicamente exigente.

  É uma visão ampla sobre as tendências de produtos para a Estamparia Digital e a capacidade de as colocar adequadamente no mercado brasileiro.

   Por isso, a FABRIJET oferece novas perspectivas para o mercado e proporciona equilíbrio técnico-comercial no fornecimento e atendimento técnico de cada produto. 

Manoela e Fabrício
 Balneário Camboriú / SC _ www.fabrijet.com.br 

Leopoldo Nóbrega

Dizer Ao Mundo Da Necessidade
De Viver No Mundo Que Somos

   O trabalho de Leopoldo Nóbrega é fenomenal no campo da reutilização de materiais, uma criatividade notável em prol de uma humanidade mais ecologicamente consciente.

   Na sua Coleção Picto Denim, exibida no âmbito do DenimMeeting [Guia JeansWear], pode-se verificar a potencialidade do material reutilizado na absorção do conceito artístico, no qual ele é mestre.

   A dinâmica de Leopoldo Nóbrega é uma engenharia de sutilezas entre sombras, luzes e cores, na aplicação do material diverso; e, no caso do tecido denim [na moda, o ´jeans´ casual], ele percebeu variantes pictóricas na generalidade do produto, i.e., entre o índigo  a natureza própria do denim o recorte proporciona a aventura de novos estilos.

   A sustentabilidade não é uma estética, e ele, Leopoldo Nóbrega, sabe-o da sua odisseia social e artística; por isso, a aplicação de material reutilizado em eventos de grande exposição, como carnaval e a moda, é conceito de vida sob o espírito do humanismo crítico, da pessoa que reconhece em si o espelho de uma sociedade que respira vida.

   Ao escolher o denim para uma das suas coleções, Leopoldo Nóbrega buscou a casualidade de estilos, industrial e artesanal, para demonstrar como a simplicidade de um corte ´modista´ pode brilhar em qualquer lugar quando a tesoura e a agulha são instrumentos de arte.

   Em síntese, Leopoldo Nóbrega é a moda e a circunstância…

Leopoldo Nóbrega
Texto: João Barcellos
Fotos: Kate Bucioli e Helias Cheppa 

seu Jorge, el porteño

   Ele é o editor/repórter da Revista Multi Servicios, sediada em Buenos Aires, capital da Argentina, e que trata de assuntos relacionados ´lavanderia y tintoreria´.

   Cobrindo eventos tecnológicos desse segmento, ele corre o mundo e, no Brasil, encontrámo-lo também em algumas feiras. Nos últimos dez anos, entre a gráfica tradicional e a ´digital´ tem feito o registro do que de melhor surgiu no Brasil nas áreas têxtil-gráfica.

   A par disso, faz um registro social-empresarial de uma maneira que o coloca entre as pessoas mais simpáticas e solidárias desses eventos.

   Em nossas conversas acerca do jornalismo que identifica produtos e serviços têxtil-gráficos temos a oportunidade de questionar o que é, hoje, o chão-de-fábrica sul-americano e a sua importância na América, como um todo. Um trato de profissionais que vão além da reportagem.

   E ele, Jorge Cristina, ´un porteño de corazón´ que abraça o mundo, é sempre um abraço amigo. 

Noticias do meio Gráfico, Moda & Textil, Comunicação Visual