Edição 122 | FEVEREIRO


..: DESTAQUES :..

  • PRINCIPAL
  • Bonés
  • Funcionalidade
  • Energia Limpa
  • Grafeno
  • Sucata Industrial
  • Empreendendo



Publicidade Localizada,

porém . . .


Diz-me por onde andas e quais as conveniências, dir-te-ei das possibilidades... Pois então, o universo mercantil é feito de variáveis territoriais onde cada produto se expande de ponto em ponto quando uma estratégia de vendas propõe para cada ponto uma comunicação visual diferenciada. Sabe-se que a imprensa divulga estratégias quando visualiza sinalizações, ou quando ela mesma as lança em conteúdos próprios, mas a venda propriamente dita de um produto [ou de uma ideia] tem mais força na sinalização avançada em cada ponto. A publicidade localizada é tão velha quanto a humanidade civilizada em torno do livre comércio de ideias e objetos; é um corpus identitário que leva a pessoa [público alvo] a assumi-lo pelo visual que comunica a sensação do tocar para sentir, ou provar para sentir. A visualização de uma marca impressa é tão intensa como o aroma de uma comida no fogão, ou a fragrância que se solta de um frasco de perfume. Eis porque a comunicação visual não é moda, embora esta o seja, pois, um produto se comercializa pela qualidade do que é e pela publicidade que o diz em cada ponto; logo, a comunicação visual complementa o jornalismo no que tange à publicidade localizada. E é por isto que eu digo: a publicidade pode ser localizada, mas de ponto em ponto ela globaliza uma ideia ou uma marca, ora, para cada ponto existe um espaço e em tal ´evento´ mercantil o tempo-espaço determina o sucesso, prolongado ou não, de um produto.

BARCELLOS, João – in ´Ensaios Para Uma Palestra Numa Tarde De Verão Tropical´. Praça dos jesuítas, Embu das Artes [27/12/2017, 14h.]. Ah, não sei se o nome da praça é este, mas assim a nomeio desde que a conheço, e faz muitos e muitos anos, amém.

BONÉS

As empresas de bonés, brindes e similares conquistam destaque dentro do segmento de confecção. Nos últimos 10 anos, pelos dados que circulam nos eventos profissionais da moda, o boné passou de um simples brinde, para uma categoria superior: está agora com o status de artigo de moda. Mesmo no segmento promocional, as buscas por novos produtos e matérias-primas diferenciadas fazem deste artigo um queridinho de grandes empresas e até personalidades. Em Apucarana, na serra paranaense, polo industrial do setor, operam mais de 300 indústrias, que empregam quase 20 mil pessoas direta e indiretamente. Dados das empresas do ramo revelam que, em média, 50 mil peças são produzidas por mês, totalizando 600 mil peças/ano. Existem outros polos de bonés espalhados pelo Brasil, como o de Seridó (no Rio Grande do Norte), mas, por sua concentração, Apucarana é reconhecida nacionalmente como Arranjo Produtivo Local (APL), que representa uma aglomeração de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros segmentos. Se no campo da produção industrial, principalmente de serigrafistas, este ramo é um dos que alavancam economias localizadas, sabe-se que equipamentos compactos para confecção e impressão de estampas em boné vêm alimentando microempresários a investir no setor; por isso, percebe-se que, de 2007 a 2017, existe uma expansão nacional que abrange muito especialmente o brinde turístico, por exemplo, nas cidades históricas.

Ilustrações: Imagens TerraNova Comunic, pinçadas da Web s/ restrição autoral e Prensa Térmica p/ Sublimação de Boné e Chapéu [www.chigueto.com.br]

FUNCIONALIDADE
Aquele outro lado da moda

Hoje, em pleno Séc. 21, ainda é difícil imaginar pessoas portadoras de restrições físicas caminhando conosco na rua ou sentando na praça como quaisquer mortais... Mas, esse olhar meio enviesado da sociedade em geral vem sendo alterado por estilistas que ousam produzir conforto para tais pessoas. Conforto no contexto do corte que gera funcionalidade em peças de roupa elegantemente adequadas a alguém, por exemplo, com problemas de locomoção, ou que se movimenta em cadeira de rodas. Eis a Moda Inclusiva. Integrar todas as pessoas nas suas respectivas sociedades locais, ou regionais, é ajustar a humanidade com justiça social. Um dos setores que contribui decisivamente para isto é a Moda, ´puxada´ nos últimos tempos pelas paraolimpíadas e o universo de roupas, sapatos, acessórios, etc., que os jogos comportam, além do acesso das pessoas portadoras de restrições físicas ao mundo trabalho. A hipocrisia atrapalhou durante muito tempo a área de estilistas, mas o conceito de integração que emerge na sociedade sob o espírito do humanismo crítico venceu já muitas barreiras e, hoje, que é 2018, percebemos que “fashion é toda a pessoa que vive e se alegra com o conforto das outras pessoas” [Irene Oliveira, visitante da TecnoTêxtil/FCEM, São Paulo, 2015], e que “inclusão é moda e estilo de vida” [Josué Torres, idem]. Assim, vivemos agora o outro lado da Moda...

Nota: fotos Jornal do Brasil e JobMix; fotos capturadas na web sem restrição autoral; desenho de estilo do livro Moda Inclusiva (Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência / Governo do Estado de São Paulo, 2013).

Produção Local de Energia Limpa



Vento, Chuva e Sol. Isto mesmo: vento, chuva e sol. Três fontes limpas das quais podemos gerar energia para alimentar a civilização que somos. E num país continental como o Brasil, que recebe o vento, a chuva e o sol a todo o instante, e mais precisamente o vento e o sol, nada melhor que estruturar a sociedade civil e industrial para captar essas energias e não depende de fontes não-renováveis. Depois de uma experiência de grande e visível sucesso no empreendimento Hot Kids, em Caucaia do Alto (distrito de Cotia, na Grande São Paulo), o empreendedor Marcelo Soares lança na mesma região outra empresa: a Hot Energy / Soluções Sustentáveis e Energéticas. Agora, além das experiências e do saber adquirido com as novas tecnologias de energia limpa, ele disponibiliza soluções sustentáveis para unidades habitacionais e pequenas indústrias.

GRAFENO
o que vem por aí

Em meio à nanotecnologia que nos rodeia e já nos ampara cotidianamente, eis que cientistas descobrem ´algo´ além do silício. Sim. “O que vem por aí”, já nem se espanta a cientista Joana d´Almeida y Piñon, “é uma sociedade com mais tempo para fazer brilhar talentos em todas as áreas, porque todos os aparelhos (e mesmo veículos) serão compactos: uma sociedade mais ligada a si mesma e com tempo par a viver, porque a nova tecnologia permite eliminar o trabalho de indústria pesada e reciclar profissões – é a era grafeno, uma nanoestrutura do carbono”. Fabricantes de semicondutores fazem experiências avançadas para substituir o silício pelo grafeno; ora, dizem, a condutibilidade desta matéria-prima do carbono pode operar 500 GHz (o silício opera abaixo dos 5 GHz). Chineses produziram uma placa fotovoltaica de grafeno que cria energia a partir dos raios solares e pelas gotas de chuva... Outras pesquisas valeram o Nobel da Física de 2010 a cientistas da Universidade de Manchester, tal é o potencial tecnologicamente revolucionário do grafeno. Forte, levíssimo e quase transparente, o grafeno é uma película de átomos de carbono: camada muito fina de grafite [3 milhões de camadas de grafeno equivalem a 1 mm de altura] com estrutura hexagonal de átomos. O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, assim como o grafite e o diamante. As primeiras observações acerca das películas de carbono foram feitas em 1962 por Hanns-Peter Boehm, que as nomeou ´grafeno´. Meio século depois, no Brasil, o Estado de Minas Gerais sedia a primeira planta-piloto para a produção de grafeno em escala industrial e, espera-se, o Brasil poderá utilizar a matéria-prima para se dizer ´potência industrial´ e não engatinhar na peugada de outras nações. O grafeno já está em muita ´coisa´ do nosso cotidiano e, em breve, no que vestimos e calçamos, além dos aparelhos eletroeletrônicos cada vez mais sofisticados e compactos. Um exemplo: a estilista Francesca Rosella projetou um vestido confeccionado com grafeno. Ela apresentou a peça e demonstrou como o material muda de cor com a respiração de quem a veste: o grafeno atua como sensor gravando a respiração e aciona luzes ´led´ sinalizando as diferenças.



Fonte e Foto: Web e Phil Noble / Reuters


Sucata Industrial

No quadro da Logística Reversível, agora operada em escala planetária, a sucata industrial deixou de ser o ferro velho que toma a terra e passou a ser o objeto usado que gera outros objetos. “Novas unidades de empreendedores conectados à vida sustentável promovem a identificação, remoção e processamento adequado, seja lá onde for. Desta maneira se fecha um ciclo cujo significado era simples: contaminação e destruição do sistema ecológico que é a Terra, sendo que a Terra é o nosso berço e é o nosso caminho. Você conhece outro berço e outro caminho?...” [1]. Eis a questão. Uma das estratégias que o empresariado vem adotando para evitar desperdícios é a aplicação da nanotecnologia em linhas de produção instaladas em polos industriais e comerciais. Agora, sucata industrial é sinônimo de péssimo gerenciamento empresarial, porque existem opções [industriais] para o seu reaproveitamento.



Converse com Marcelo Name, ligue 11-7901.2928, e saiba como agir

1- João Barcellos – in “Nós e a Terra que nos Sustenta e Enterra”; palestra. Embu das Artes, 2015].

EMPREENDENDO NA TRADIÇÃO

O trabalho desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das pessoas e das empresas (estas, compostas por aquelas). Entretanto, não é o trabalho tipo ´mais do mesmo´ no âmbito da continuidade na tradição que renova a sociedade; o que a renova são as novas leituras empresariais no meio dos mercados que surgem levando, às vezes, a empreendimentos que criam rupturas institucionais: rupturas levam empresários tradicionais a manter esse vínculo, mas modernizando ações... Empreender na tradição foi o ato justo e corajoso de Rogério e Ricieri, que há décadas comandam a empresa All Flock, com sede em Mairinque e unidade de negócios em São Paulo. Para eles, a mudança de rumo comercial na linha industrial custou caro, mas o resultado já é uma resposta positiva a tal empreendimento, porque a All Flock expandiu para outros mercados sem perder o conceito de tradição na qualidade dos produtos e no atendimento. Este é um dos exemplos que mostram que o Brasil só quebra quando o empresariado deixa de empreender...







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