Edição 104 | AGOSTO


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  • PRINCIPAL
  • Audaces - 4Dalize
  • Flocagem
  • Pigmentos
  • Sublimação
  • Transfer Contínuo
  • Lectra
  • Alexandre Paschoalino
  • Cor
  • Corte de Peças

MODA

Comunicação Visual

Desenvolvemos o pensamento com mensagens corporais (gestos e sons) e visuais (traços, escrita, fotos, imagens em movimento), logo, criamos a circunstância social que nos permite dizer de nós ao mundo. E isto diz tudo? Não, não diz tudo. Quando programamos uma impressora digital para decorar por sublimação um tecido, ou lançamos um filme numa prensa para apor uma mensagem em outro tecido, estamos a comunicar visualmente. Ora, mensagem visual faz moda e moda não existe sem tal comunicação expressiva, seja industrial ou artística e personalizada. Sim, é verdade: produzimos moda quando interagimos a nossa ideia com outras pessoas e ou dela fazemos alavanca industrial ou comercial. Moda não é somente um objeto de estilo carreado por manequim, moda é ser-estar no mundo dizendo da nossa raiz com a consciência de que isso, sendo ideia ou objeto, pode transformar-se em mercado ou integrar uma rede mercantil. Quando a prensa de termotransferência ou a impressora digital nos devolvem o objeto perfeitamente decorado percebemos uma comunicação visual que nos deixa felizes: é o resultado de uma ideia que pode gerar tendências, ou não, mas em ambos os casos é moda.

moda, é gerar o visual
que comunica o singular no plural

No momento em que o aerógrafo termina a passagem da tinta, num boné ou numa camiseta, num muro ou num veículo, o artista entrega uma mensagem que comunica visualmente. Sejam quais forem os processos, gráficos ou têxteis, a moda tem por base o traço (riscado e cores) idealizado – o que se percebe, também, no tom natural do objeto e no corte simétrico [conformidade/combinação proporcional] ou não [ausência de...], e mesmo a ruptura com estilos tradicionais lança no espaço um tempo novo pela urgência do ser-estar no diálogo com outras possibilidades. Isto é moda, é gerar o visual que comunica o singular no plural e faz cada comunidade pensar na sua raiz.

BARCELLOS, João – in “Moda: Circunstâncias Várias Do Nosso Cotidiano”, palestra. São Roque – SP, Junho de 2016. Escritor e Pesquisador de História, autor de “Estamparia” e “Indústria Digital”, entre outros livros.

Fotos: Embaplan, J-Teck (E-Jet) e Mogk

AUDACES _ 4Dalize
Moda em 4ª Dimensão

Inovação... Desenhos sempre começam na cabeça. Lá, eles se realizam em um lampejo. É possível até visualizá-los, em segundos, desfilando diante dos olhos. O novo programa (software) da Audaces revela o instante da criação, a dimensão do design em visão tridimensional do objeto. Eis o amanhã industrial em nosso agora: é o AUDACES Idea 4D.


A quarta dimensão permite visualizar uma peça de roupa por todos os lados, a começar pelo lado mais abstrato para facilitar a materialização, ou seja, aquelas que estão perfeitamente prontas na cabeça do estilista, mas que nem sempre conseguem ser executadas, seja por falta de tempo ou detalhes não informados. Por isso, “...o Novo Audaces Idea vem com módulo 4D. Só ele dá ao estilista o poder de concretizar suas ideias rapidamente. Assim, quando a Audaces entrega um novo produto, também entrega novos conhecimentos”, disse Cláudio Grando na apresentação feita durante a edição 2016 da Febratex. Ao desenhar e visualizar as peças em três dimensões, o estilista consegue de vários ângulos supervisionar movimentos do tecido, fazer ajustes, mudar texturas, estampas e muito mais. Tudo na hora da criação. Sem precisar ir e voltar inúmeras vezes para aprovar um modelo. Assim, e nas palavras de Cláudio Grande, diretor da empresa, o Novo Audaces Idea representa a tecnologia de ponta no mercado global Eis o AUDACES Idea 4D – um avanço tecnológico sem limites na produção do vestuário, interligando todos os processos. Da criação até a logística, tudo está conectado. Ora, viva e produza com alma audaz, sim, 4Dalize...

[www.4dalize.com]

FLOCAGEM

arte visual


Material confeccionado com fibras de algodão, polyester ou nylon, o floco era muito aplicado em trabalhos gráficos, mas, inserido no contexto da arte de serigrafar passou a ser objeto de desejo entre carnavalescos e estilistas de produtos promocionais e galgou vários espaços para ser hoje um mercado próprio e abrangente. Tão abrangente que é aplicado também nos ramos calçadista, vestuário, automotivo, aeronáutico, etc., tal a beleza e a delicadeza do efeito visual aveludado. Do artesanato à indústria, a flocagem agrega custo-benefício a par de um diferencial que poucos materiais podem oferecer. O pó de flocagem pode ser aplicado, diretamente ou serigrafado, em gesso e cerâmica, vidro, madeira, tecidos, etc., sendo as peças tratadas superficialmente para receberem o produto. Embora pareça um método de aplicação simples, e o é, deve ser realizado segundo os parâmetros técnicos para a obtenção do resultado desejado. O princípio da máquina de flocar é a magnetização, ou seja, a eletrostática: colocado a peça e já preparada com cola no pequeno gabinete, a eletrostática atrai para ela milhares e milhares de microfibras, ou flocos. Compacta e fácil de manusear, a máquina já tem até mochila personalizada... É verdade. Uma empresa brasileira constrói a máquina e a mochila, o que facilita a vida de quem faz flocagem terceirizada.

Empresas de Flocagem _ All Pigment´s do Brasil / All Flock, RG Resistências (a da mochila), Flock Color. Imagens das empresas citadas na matéria.




Pigmentos de Efeito


Comunicar Visualmente com Efeito Camaleão
de Pigmentos Especiais

Nos bastidores da indústria de comunicação visual, entre produtos têxteis, calçadistas e automotivos, mas também para produtos promocionais, e mais na base da aplicação serigráfica [silk-screen], é grande a demanda por substâncias com capacidade para recriar a sensação paradisíaca em brilho de cores. Em conversa com os empresários Rogério e Rick, da conceituada firma paulista All Flock, que também abriga a All Pigment´s, com unidades em Mairinque e em São Paulo, a Revista I&C quis saber como está o mercado... “Seja qual for a situação econômica, o mercado, e neste caso a flocagem e a serigrafia, procuram diferenciais que agreguem alto valor comercial aos produtos”, observa Rogério, “mas é um diferencial de alta tecnologia, como a do pigmento de efeito, que chamamos de efeito camaleão, em que, por exemplo, a aplicação por silk-screen desta pigmentação produz variáveis de cores que fazem brilhar qualquer produto; estas micro partículas são tão sensíveis que a estática do próprio corpo humano as atrai...”, completa Rick. O que é isto? “O que chamamos de efeito camaleão é produzido por pigmento de interferência: pigmento de partículas de boro-silicato em combinação com as substâncias convencionais produzem iridescência – o brilho que faz a moda, a sensação”, explica Rick. “Sempre buscamos o brilho do ouro, da prata, da pérola, e é isto que se procura colocar nos produtos do dia a dia, por isso, trabalhar com pigmentos de alta qualidade é a base para um produto diferenciado em bom gosto, e isto é o que estamos levando para a serigrafia. Este efeito camaleão cria uma ilusão de ótica do tipo 3D, um diferencial e tanto”, recomenda Rogério. E continua: “Obviamente, não deixamos de lado outro segmento importante, que é o glitter (pérola de mica), aplicado em vários ramos industriais e artesanais e ampla gama de efeitos”. Industrialmente, o pigmento de interferência dá um resultado denominado flip-flop: dependendo do ângulo em que se observa o objeto pigmentado obtêm-se uma cor ou uma gama de cores e entra-se no efeito camaleônico, ou seja, de uma cor passasse a outra cor. E ele mesmo, Rogério, revela: “Observamos muitas aplicações, por exemplo, na moda, tintas, e nos meios moveleiro, automotivo, imobiliário e acabamentos, e achamos que os pigmentos especiais utilizados nessas áreas poderiam ser aproveitados na diferenciação de produtos na flocagem e na serigrafia...”.


+ Informações: www.allpigments.com.br


SUBLIMAÇÃO

Novas Oportunidades
de Negócio em
Nichos Diversos



Plotagem e Têxtil Digital (ou Sublimação) são hoje parte de um processo industrial que altera significativamente o modo de produção em diversos segmentos. As máquinas de impressão sob controle rigoroso da computação gráfica têm cabeças de injeção de tinta que são, por si só, complexos tecnológicos. E “[...] esta tecnologia digital permite agora a criação de novas oportunidades de negócio com nichos que surgem em várias áreas produtivas”, como observa Fabrício Christoff, da J-Teck Global, ao falar, por exemplo, da Infiniti Fina 160 P2, com cabeçotes Panasonic 4 pl e Tinta Sublimática J-Teck 4 cores, uma impressora de alta resolução (até 1440 dpi) e grande produtividade (ex.: 8 passadas em 80 m2/h). “Nós, da J-Teck Global, oferecemos ao mercado a solução completa em impressoras, tintas e complementos de altíssima qualidade, porque a abertura de novos nichos implica em produtividade com qualidade; e assim, quando exibimos uma impressora como a Infiniti Fina 160 P2, mostramos ao mercado que não existe crise que não possa ser superada com tecnologia e investimento adequado”, continua Fabrício Christoff, sempre atarefado nos eventos tecnológicos em levar a mensagem “a tecnologia adequada para uma produção planejada é a solução”. A empresa, sediada em Balneário Camboríu, no Estado catarinense, “é uma referência da alta tecnologia em tintas e impressoras para sublimação, por isso a oferta de uma variedade de produtos que permitem investimentos seguros em nichos diferentes, contando sempre com a assistência técnica e aperfeiçoamento profissional”, remata. A aposta da empresa é colocar o Brasil no patamar tecnológico que já alavanca o Têxtil Digital e a Moda em muitos países, por isso, a J-Teck Global vem conquistando espaços com a credibilidade do produto certo segundo a necessidade do cliente.

J-TECK GLOBAL 
vendas@j-teck3.com.br
Fone 47-3267.8400


TRANSFER CONTÍNUO


CALANDRA MOGK

Esta Calandra, que possui mesa auxiliar, tem sistema rápido, prático, silencioso e econômico para transferir, por sublimação e de forma contínua, imagens impressas em papel transfer para tecidos à base de poliéster. Com cilindro térmico aquecido por resistências elétricas com óleo térmico, a uniformidade da temperatura é mantida em toda a superfície do cilindro. Possui nobreak para retirada do produto a ser transferido no caso de falta de energia, e Esteira auxiliar com inversão de rotação. E mais: Sistema de Gerenciamento da Máquina por CLP: contador de produção, parcial, total dia, acumulativo; histórico de alarmes; programa para ligar a máquina em determinado horário; desligamento automático após alcançar a temperatura de segurança; sistema de reutilização do papel de transfer (opcional); para sistema contínuo e peças cortadas. Além das opções: Mesa auxiliar p/ peças cortadas; Desenrolador tangencial e Enrolador tangencial.

MOGK / Blumenau-SC Fone 47-3323.5844 [mogk@mogk.com.br]

Sala de Corte


como a Operação Automatizada
dá sustentabilidade e produtividade

Não é mais segredo... A tecnologia chegou às confecções para tornar os processos mais ágeis, mais produtivos. A edição nº19 do LectraInformation&Cases / Linc, Abril de 2016, remete-nos para a Sala de Corte Automatizada com entrevistas concedidas por Gilmar R. Sprung (do Grupo Cativa) e José Eduardo Jung (gerente de contas Lectra), dois especialistas no assunto. Ambos enfatizam que o melhor aproveitamento da matéria-prima é o foco de uma sustentabilidade que gera menos desperdício e maior produtividade. E este foco chama-se tecnologia. E sendo a Sala de Corte uma das áreas mais sensíveis no modo de fazer Moda, eis que é aqui, precisamente, que se concentra o esforço tecnológico para uma economia de matéria-prima. Um equipamento de corte automatizado, segundo dados da Lectra, obtém até 5% de economia de tecido com planejamento prévio de corte (encaixe, colocação, cálculo de grades, dimensões de enfesto), além de diminuir o retrabalho entre 0,3% e 0,5%, o que acontece quando o corte é de alta qualidade evitando refiles ou correções, que é o caso do Grupo Cativa, hoje com equipamentos de última geração Lectra. Quando a tecnologia se adequa ambiental e financeiramente à demanda da produção, o resultado é um custo-benefício que traz prosperidade; e, esta, é a bandeira da Lectra quando desenvolve soluções tecnológicas para a Moda.

[Lectra / marketing.brazil@lectra.com]


ALEXANDRE PASCHOALINO


O ENGENHO E O EMPREENDEDOR

   Escutar o empresário Alexandre Paschoalino explicar os meandros de uma engenhoca que dobra e ajuda a colar perfis de material termoplástico e gera empregos e mais empregos, é ler o mercado da comunicação visual na sua permanente urgência por novidade e perceber, também, que só em equipe sintonizada é possível alavancar o progresso.

“E..., bem, trouxemos este modelo para a feira de máquinas, que ainda estamos a montar, aperfeiçoando, para ganhar ideias do próprio mercado e chegar a um equipamento completo”, dizia ele para clientes interessados no seu engenho. É o jeito mais humilde e transparente de construir pontes num mercado ávido para atravessá-las e conviver com a novidade.



Alexandre Paschoalino
, da VP Máquinas, empresa paulista que projeta e fabrica dobradeira térmica para flexíveis, etc., corre o Brasil com o seu engenho industrial e é o exemplo de empreendedor que acolhe sugestões e ajusta o seu trabalho ao que o mercado quer. Nem mais nem menos. O trabalho tem que ser valorizado precisamente por tal perspectiva filosófica. E como é bom verificar o Brasil do empreendedorismo na pessoa e no trabalho deste empresário!...


Os velhos mestres alquímicos que, na Università de Bologna interpretaram a mundo cósmico-humano à luz do experimentalismo noético, deixaram um legado para a Ciência pouco estudado pela juventude nas escolas e desconhecido pela maioria do empresariado. Agora, as novas tecnologias, oriundas daqueles estudos que os religiosos tinham como ´bruxaria´, alargam os nossos horizontes e permitem-nos métodos de aplicação que a cada nova invenção nos levam à reengenharia da própria vida. “Pegar uma câmera digital e fotografar uma rosa no quintal, plantada por mim mesmo, e mostrar que a naturalíssima cor cósmica nunca é a mesma, apesar dos mesmos efeitos das gotas d´orvalho sobre as pétalas, é filosofar com tecnologias só possíveis diante da alquimia que agora nos permitem reproduzir fielmente a circunstância da captação da imagem, seja em material têxtil ou gráfico. Eis a base da comunicação visual que ilumina a moda, qualquer moda, e informação, qualquer informação...”, disse eu em 2 de Abril para jovens estudantes. Plataformas de maquinário para impressão digital têm hoje o mesmo eixo usinado cuja planicidade permite a obtenção de estampas com tintas formuladas para cada tipo de resultado através de cabeçotes aos quais a nanotecnologia impõe a qualidade da exatidão via computação gráfica. E tudo isto, começou lá no Século 12 com os mestres de Bologna e continuou nos Séculos 19 e 20 com Nikola Tesla, cujos inventos ainda estão a gerar novas tecnologia e aplicações eletromagnéticas e eletromecânicas para o universo da imagem têxtil e graficamente trabalhada, e principalmente da telecomunicação. E assim é que capt[ur]ar uma rosa no quintal e dela fazer arquivo no computador para lhe dar forma de algoritmo não é uma simples operação, como pode parecer olhando a foto impressa na capa da revista. A máquina impressora, o papel, o programa de computação, a tinta, o olhar de quem manipula a imagem para a inserir no layout da revista, tudo exige disposição multicultural, logo, uma engenharia mental cuja bagagem é uma caixa de ferramentas multiuso... E eis porque vos trouxe a rosa com gotas d´orvalho: precisamos, sempre, refletir sobre as tecnologias que aplicamos e a moda que fazemos.


COR: É uma informação processada no nervo ótico.

A saber: é a percepção visual gerada pelo efeito de um feixe de fótons sobre as células que compõem a retina, e tais células fazem chegar essa informação ao nervo ótico na forma de impressões ao sistema nervoso.

CORTE DE PEÇAS

do artesanato à ferramenta digital


Na confecção existe uma etapa dita enfesto e nela estão parâmetros de execução que exigem experiência diante das camadas sobrepostas do tecido que vai virar produto: definido o encaixe colocam-se as camadas na mesa de corte fixando-se o risco pré-determinado. Do olhômetro de confeccionista de experiência feita passando pela modista que trabalha apenas com coleções, a precisão artesanal cabe somente em pequenas produções; agora, o olhômetro e o risco, e no geral o enfesto, estão em substituição... Sim, o enfesto é o mesmo, mas a precisão é computacional, ou seja, um programa [software] de computador [hardware] é idealizado para receber os dados de uma coleção, processa-os, e logo desenvolve as medidas e os cortes do tecido (todos os tecidos, e couro e etc.), além de planejar os tipos de estampas, cores... e caimento! Ora, o olhômetro não tem mais cabimento nesta era digital. Além do computador existem as máquinas de costura com comando digital, máquinas de impressão e corte [plotters] e as maquinas que, com laser, fazem o risco e determinam os cortes na mesma plataforma; então, seja têxtil, estofadora ou coureira, a produção tem um custo-benefício tecnológico, econômico e social. Obviamente, é preciso que as pessoas estudem e se adequem à era digital, pois, não é mais aceitável a irresponsabilidade que gera desperdício e poluição.



Imagens: da Web e do BC TerraNova / I&C de reportagens com Lectra e Audaces.




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